sábado, 30 de janeiro de 2016

O filme os Dez Mandamentos e a relação com uma pequena cidade do Estado do Rio Grande do Norte

José Vanilson Julião
Jornalista

O primeiro e único filme Os Dez Mandamentos que assisti, entre 1968 e 1970, ainda no século XX, foi no Cine Canário, na cidade onde nasci, Cerro Corá (Região do Seridó), a 190 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.
As latas com os rolos de filmes eram trazidas numa perua Kombi, de Natal, pelo meu pai, Zé Julião Neto, toda terça-feira, para exibição na sessão noturna do dia seguinte e na matiné do domingo e na noite domingueira. 
Era o máximo ver o exibidor, Sebastião Canário, manuseando a máquina. Na outra semana, as fitas eram devolvidas aos distribuidores. A maioria ficava no bairro da Ribeira, na capital potiguar.
Pelo menos duas ficavam na antiga estação rodoviária Presidente Kennedy, inaugurada em 1963 pelo prefeito Djalma Maranhão. o desativado terminal fica no largo Dom Bosco ou Praça Augusto Severo.
A citada película colorida, de 1956, é a segunda versão cinematográfica do diretor Cecil B. DeMille, o mesmo da primeira produção, em preto e branco (1923).
O épico de 229 minutos (três horas) é estrelado pelos atores Charlton Heston (Moisés), Yul Brynner (Ramsés), Anne Baxter (Nefertiti) e Yvonne de Carlo (Séfora)
Outros astros foram Edward G. Robinson, John Derek (Josué), John Carradine, Vicent Price e Judith Anderson..
O épico, curiosamente, teve quatro roteiristas, sendo baseado em livros de três escritores diferentes, tendo como base, claro, o Antigo Testamento da Bíblia do Cristianismo.
O filme ganhou a estatueta dourada Oscar de melhor efeitos visuais (1957) e de melhor ator para Heston no Golden Globe (Globo de Ouro).
A primeira versão do clássico, na época do cinema mudo, tem duração de 136 minutos, sendo, a exemplo do filme posterior, um longa-metragem.
O mais interessante é que também foi editado um álbum de figurinhas sobre o filme de 1956. e quem tinha ele completo era dona Ana, esposa de Arian Félix da Silva, mãe dos amigos Ariomar e Arijóy.
O álbum também era sensacional, inclusive com a passagem do Mar Vermelho pelos hebreus e afogamento do exército do faraó. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Potiguar é o quarto brasileiro a ganhar o mais antigo prêmio norte-americano internacional de jornalismo

Premiação é entregue em Nova York (EUA) e concedida pela Universidade de Colúmbia, enquanto o Pulitzer, desde 1917, agracia somente profissionais dos Estados Unidos

José Vanilson Julião
Jornalista

O norte-rio-grandense Orlando Ribeiro Dantas é um dos jornalistas brasileiros agraciado com a mais antiga premiação internacional destinada a profissionais e empresários da imprensa, o Maria Moors Cabot, desde 1939, para concorrentes dos Estados Unidos, Canadá e América Latina.

Em 77 edições, até o ano passado, o Brasil foi contemplado 34 vezes, com 32 personalidades diferentes. Duas personalidades nacionais, alternadamente, o receberam duas vezes. Em três seguidos anos três profissionais brasileiros foram contempladas.

O País também teve personagens diferentes agraciados em cinco anos seguidos. Entre os premiados nomes famosos e outros menos conhecidos. De diversos grupos, conglomerados e mídias diversas.

Personalidades dos países das três Américas (Norte, Central e Sul) foram escolhidos. Na primeira edição são escolhidos representantes do Peru e Argentina. Na segunda os agraciados são do Chile, Colômbia, Honduras e Estados Unidos.

No terceiro ano um diferencial, com o casal de brasileiros Paulo Bittencourt e a mulher, Sylvia de Arruda Botelho Bittencourt. Ele um dos donos do jornal diário carioca Correio da Manhã (1901 – 1974), fundado pelo pai, Edmundo Bittencourt. Outro chileno também é agraciado, ao lado do primeiro cubano.

Ela, posteriormente, correspondente de guerra pela agência americana United Press Internacional (UPI). Nove meses antes do sergipano Joel Silveira chegar ao teatro de operações, na Itália, pelos Diários Associados, encabeçado pelo diário carioca O Jornal, do paraibano Francisco de Assis Bandeira de Melo.

Na sétima edição (1945), inclusive, Chatô é o terceiro brasileiro escolhido, ao lado de um venezuelano e um norte-americano, por sinal o terceiro ianque agraciado diante de vários latinos até aquele ano.

É na temporada em Nova York, para receber a premiação de cinco mil dólares, esticada até a Califórnia, que o fundador do primeiro complexo midiático nacional toma conhecimento da televisão, inclusive dos primeiros testes em cores, e cria a TV Tupi paulista (sete anos depois), o primeiro canal da América Latina.

Rio Grande do Norte

O potiguar Orlando Ribeiro Dantas, na décima edição (1948), torna-se o quarto representante tupiniquim agraciado, ao lado de mais um chileno, um peruano e um americano. Nascido em Ceará Mirim, em 12 de junho de 1930 funda, no Rio de Janeiro, então capital federal, o Diário de Notícias.

Dantas é membro de tradicional família do RN e faleceu em 1953. O jornal deixou de circular no começo dos anos 70. A última edição, a 14.747, circulou em 10 de novembro de 1976, com outro grupo, pernambucano.

Em conjunto com outras personalidades de nacionalidades diferentes, foram agraciados, posteriormente, Elmano Cardim (1951), Bernardino Austregésilo de Athayde (1952), Carlos Werneck Lacerda (1953), Danton Jobim (54), Breno Caldas (55), Paulo Bittencourt, Roberto Irineu Marinho e Herbert Moses (todos em 57), Hernane Tavares de Sá (59) e Roberto I. Marinho (65), Manoel Francisco Nascimento Brito (67), Alceu Amoroso Lima (69) e Alberto Dines (1970).

Depois Fernando Pedreira (74) e Carlos Castelo Branco (78). Seguiu-se longo hiato, compensado com três premiações em 1987 (Luis Fernando Levy, Roberto Muller e Paulo Sotero). Neste mesmo ano são agraciados um americano e dois colombianos, estes post morte pela primeira vez. Roberto Civita (1988), morto dois anos depois.


Ainda Carlos Eduardo Lins e Silva (1990), seguido de Gilberto Dimenstein, Otávio Frias Filho e Ricardo Arnt, todos em 91. No século XXI são homenageados Clóvis Rossi 2001, João Antonio Barros 2003, Miriam Leitão 2005, José Hamilton Ribeiro 2006, Merval Pereira 2009, Mauro Koning 2013 e Lucas Mendes 2015.

domingo, 24 de janeiro de 2016

América lidera campeonato potiguar pelo saldo de gols

A primeira rodada do campeonato estadual de futebol profissional no RN se encerra logo mais a tarde, com ASSU x Baraúnas (Mossoró), no Estádio Edgar Montenegro.
Nesta manhã o Alecrim perde para o América no Estádio Arena das Dunas (Natal). Com gols de Flávio Boaventura, Thiago Potiguar (dois) e Matheus.
O time americano e o ABC lideram com três pontos, porém o alvinegro perde no critério de desempate.
No jogo matutino público pagante de 2.909, não pagante 532 e 3.431 no total. Renda de R$ 67.542,00.
O clube rubro tem saldo de três gols contra um do time da Frasqueira. Na segunda colocação estão Potiguar (Mossoró) e Globo (Ceará Mirim). Sem saldo.

sábado, 23 de janeiro de 2016

ABC ganha do Palmeira (RN) com um jogador a mais

O campeonato estadual do RN começou neste sábado com dois jogos. Em Natal o ABC venceu o Palmeira (Goianinha), que chegou a empatar no segundo tempo, no Estádio Maria Lamas Farache.
Em Mossoró o Potiguar empatou com o Globo (Ceará Mirim), em 2 a 2, no Estádio Leonardo Nogueira.
A primeira rodada prossegue amanhã. Na capital o Alecrim recebe o América na Arena das Dunas. O ASSU enfrenta o Baraúnas (Mossoró), em casa, no Estádio Edgar Montenegro.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os furos na grade curricular do Ministério da Educação e Cultura são direcionados para a ideologia de esquerda

Rogério Marinho: “Base curricular do MEC tem objetivos políticos e ideológicos”

O governo do PT, por meio do Ministério da Educação (MEC), apresentou recentemente o conteúdo preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que definirá os assuntos a serem estudados no ensino básico brasileiro pelos próximos anos. O documento causou polêmica diante das muitas mudanças propostas. Para o deputado federal Rogério Marinho, o projeto não apresenta nenhum “objetivo escolar, mas, sim, orientações políticas e ideológicas”. Confira abaixo artigo escrito pelo tucano sobre o assunto.

O novo currículo para o Ensino Básico

Deputado federal Rogério Marinho

Como preconizado pelo Plano Nacional de Educação (PNE), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino básico deverá estar pronta até junho deste ano. Por ela serão determinados os conhecimentos e as habilidades que cada estudante deverá aprender ao longo da educação básica, compreendendo ensino fundamental e médio. A importância da iniciativa é evidente: está se definindo a mais importante política pública de longo prazo do País. O que está em jogo é o futuro que desejamos construir para a Nação. Dada a importância do fato é temerário deixar somente ao encargo do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação, a elaboração deste documento. A sociedade tem que entrar no jogo e na definição dos parâmetros e o congresso deve ser consultado e deliberar a respeito.

Nos últimos meses, a reação contra o conteúdo do documento preliminar da base, feito e divulgado pelo MEC, é visível. As críticas se avolumam na imprensa e em artigos científicos. Ao levar em consideração a opinião abalizada de inúmeros intelectuais, professores e especialistas, há sérios problemas na proposta do MEC. São equívocos técnicos, incompreensões e invasão de conteúdos ideológicos e não científicos na base. Ademais, são muitas as passagens, localizadas em todas as áreas de conhecimento, carentes de sentido lógico e repletas de pseudos conceitos não aplicáveis no dia a dia escolar. Uma leitura atenta mostra que boa parte da base não tem aplicação prática no magistério; seria mero discurso. 

Na área de Ciências Humanas, no texto de introdução, há exemplos abundantes de passagens ilógicas e de impossível compreensão. Não são objetivos ou sentenças que permitam aplicação pelos professores em seu cotidiano. Eis um exemplo destacado dentre muitos outros: "no entrecruzamento dos conhecimentos, as ações educativas exploram sensibilidades, espacialidades, temporalidades, diversidades, alteridades e racionalidades, possibilitando práticas interdisciplinares e transversais, respeitando-se as particularidades dos fazeres e dos saberes de cada componente curricular".

Não há clareza, objetividade e simplicidade nesta passagem apresentada. Este tipo de linguagem permeia todo documento preliminar. Clareza, objetividade e simplicidade são critérios tradicionais da elaboração de currículos escolares. Nesta versão apresentada, tais conceitos não foram aplicados. O documento é recheado de palavras ambíguas, polissêmicas e imprecisas. Consideramos esta confusão linguística um grave defeito a ser sanado.

Com o aprofundamento da leitura, também não se pode deixar de notar que o documento está repleto de induções a ideologias estranhas ao universo escolar e científico. Particularmente, há muitas declarações ideológicas e de preferência para teorias marxistas expressas como objetivos de ensino na área de Ciências Humanas, compreendendo Geografia, Sociologia, Filosofia e História.  Nestas matérias, percebe-se a completa confusão que é feita entre objetivos de orientar ações e induzir comportamentos e objetivos escolares propriamente ditos, como trabalhar informações e conceitos científicos específicos. 

O historiador Ronaldo Vainfas, em artigo do último mês de dezembro no O Globo, afirmou que: "A proposta do BNCC na disciplina de História é uma aberração", para ele o conteúdo mutila os processos históricos globais, e esconde de forma deliberada períodos importantes e essenciais na cronologia da formação da civilização cristã ocidental moderna, sendo fanática em uma abordagem em que há incentivo ao ódio racial e valores terceiros mundista superados.

Conclui que o resultado é o deliberado estímulo à ignorância e ao proselitismo político marxista chavista, quando a História ocidental é focalizada como periférica e vilã.

Portanto, abandonou-se o conceito de cronologia para adotar uma sociologia duvidosa de grupos e valorização de movimentos negros, índios e latinos como centrais na nossa formação, cultura e História. Não há referência à Grécia, Roma e a gêneses da civilização ocidental. Não há a História do cristianismo, nada de idade média, moderna, tudo agora na proposta do MEC se faz a partir de comunidades aniquilando a distribuição dos eventos no tempo, elemento chave da compreensão histórica.

São objetivos muito mais relacionados ao dever ser do aluno e à uma prática de militância. Infelizmente, boa parte dos objetivos explicitados na base não pode ser caracterizada como objetivo escolar, mas, sim, orientações políticas e ideológicas.

De antemão, é salutar ter bastante cuidado com a elaboração da base e prever revisões periódicas do documento. Consideramos vital a realização de consulta ao mundo acadêmico, a técnicos respeitados, aos professores de redes de ensino básico, aos gestores estaduais e municipais de educação e às famílias dos estudantes sobre os conteúdos da base, seus objetivos, sua implementação, parâmetros internacionais seguidos e seus pilares científicos e pedagógicos. E ao final o seu conteúdo deve ser debatido e deliberado no Congresso Nacional. Todos estes elementos devem estar explícitos e claros para a sociedade brasileira. Sob pena de piorarmos ainda mais nossa sofrida educação.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Irmãos comemoram aniversário na mesma data no RN

Esta semana presenciei no noticiário da televisão que duas irmãs, casadas com dois irmãos, tiveram crianças – um menino e uma menina -, no mesmo dia. O caso inusitado aconteceu na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.

Se o fato acontecido na região metropolitana da capital paulista é digno de registro, também o faço para um caso envolvendo três parentes do titular do blog, o qual era totalmente desconhecido para este jornalista em pouco mais de 35 anos de convivência.

Somente no começo da manhã desta sexta-feira, 15, por meio da rede social Facebook, é que soube que três primos, dois homens e uma mulher, comemoram aniversário em um único dia. Mas nascidos em anos diferentes.

Não tenho receio de afirmar que a coincidência é raríssima, tanto no Brasil como em relação ao mundo. Sendo passível, até, de registro na edição brasileira ou mundial do livro dos recordes, o inglês Guiness Book.

Fazem aniversário nesta sexta, pela ordem de nascimento, Francisco de Assis Oliveira, o Nenem (1960), João Eider, o Eidinho (1963), e Maria Sueli Oliveira Bezerra da Costa (1967).

O querido trio é nascido na cidade de Cerro Corá (Região do Seridó), a 190 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.

Francisco, atualmente, reside na cidade de Açu (RN), Eider permanece em Cerro Corá e Sueli mora em Natal.


Parabéns, sucesso e saúde aos primos, protagonistas e personagens reais de interessante e rara história (José Vanilson Julião) 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rio Grande do Norte perde jornais impressos e mídia eletrônica é alternativa para mercado de trabalho

José Vanilson Julião
Jornalista

Enquanto as duas principais cidades potiguares perderam, nos últimos anos, veículos de mídia tradicional ou impressos, o RN ver surgir novas mídias eletrônicas, via plataforma internet.
Na capital, a partir do ano 2000, desapareceram a revista RN-Econômico, os jornais Diário de Natal (matutino dos Associados) com a versão dominical O Poti, O Jornal de Hoje (diário vespertino) e o JH Primeira Edição, um tablóide matutino.
E os semanários O Grande Natal e Jornal de Natal. O primeiro  circulava na sexta-feira com a data do domingo e o segundo ia para as bancas na segunda. Ainda nos anos 90 sumiu o semanário Dois Pontos. Circulava no sábado.
Também deixou de circular o vespertino Correio da Tarde, com edições diárias simultâneas em Natal e Mossoró (Região Oeste). Nesta cidade também sumiu o semanário Jornal de Mossoró. E mais recentemente os diários Gazeta do Oeste e O Mossoroense. A Gazeta sumiu até com o ON LINE.
Pouca gente lembra outro semanário desaparecido no limiar do final do século XX para começo do XXI, o Estado do Rio Grande do Norte, sob a influência do ex-prefeito Aldo Tinoco Filho (e de um irmão ex-deputado estadual), um poste local que sucedeu Vilma Maria de Faria no Poder Executivo natalense.
Além da Gazeta de Praias Belas, iniciativa de um jornalista potiguar, tendo como objetivo principal o desmembramento de áreas dos municípios de Parnamirim e Nísia Floresta para criação de um novo município no litoral sul potiguar, basicamente no território da praia de Pirangi (norte e sul). Não vingou a tentativa.
De 2005 em diante, surgiram sites ou portais noticiosos não alinhados a grupos tradicionais de impresso, rádio ou televisão, como são os casos do Nominuto, Portal no Ar, Carta Potiguar, Companhia da Notícia, O PotiguarO Momento, Agora RN, Natal Press, Diário Potiguar, Fala RN, Notícias RN e Mossoró Hoje.
O Nominuto é um caso à parte, pois, no auge, o controlador do portal, o jornalista currais-novense Diógenes Dantas, também mantinha o semanário Na Semana, posteriormente desativado.
E sem citar as dezenas ou centenas de blogs que pululam, praticamente, nos 167 municípios potiguares.
Quanto aos impressos, ainda existem iniciativas surgindo pelo interior do Estado, como é o caso do mensal Jornal da Serra, do cartunista lagoanovense Eliabe Alves.
Além de Parnamirim (Região Metropolitana ou Grande Natal), que conta com o resistente semanário Potiguar Notícias (era Parnamirim Notícias), do jornalista José Pinto Júnior, entre outras publicações locais. Na cidade ainda circula o semanário O Metropolitano, do mossoroense Roberto Costa Lima


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Jornalista e escritor norte-rio-grandense alerta sobre a camuflagem da esquerda tupiniquim



SOCIALISTAS DE ARAQUE E CAPITALISTAS COM PRAZER

Por Flávio Rezende*

         Vivemos uma sociedade de cobranças. Os políticos vivem apontando o dedo para os adversários, chamando os outros de ladrões, reacionários, isso e aquilo. Os religiosos também cobram santidade dos outros e acusam seguidores de tradições diferentes de pedofilia, terrorismo, mercantilização, etc.
         Boa parte destas cobranças objetiva a atração de mais adeptos para seu lado, numa competição cada vez mais radical para aumento de suas agremiações.
         Neste contexto é correto afirmar que certo é uma pessoa ter comportamento compatível com o que prega, uma vez que sair da linha atrai olhares de reprovação e possível cobrança do desvio em algum momento da vida.
         Enquanto o Papa Francisco segue na direção de tornar verdadeiro o ideal cristão com hábitos simples e conduta humilde, diminuindo lentamente a forte influência da opulência e da delinquência no Vaticano, aqui no Brasil observamos atitude contrária em socialistas que, sempre falando no povo, passaram a levar vida de bilionários, com hábitos que passam pelo consumo das melhores bebidas, hospedagem nos mais caros hotéis, manutenção de frotas de veículos caríssimos e de palácios, utilização indiscriminada de cartões corporativos, além da recepção de recursos provenientes de fontes nada republicanas e com fortes indícios de caixa dois.
         Teoricamente um socialista é aquele ser que muito preocupado com as desigualdades sociais e a conduta egoísta de empresários do mundo capitalista, oprimindo os trabalhadores com cruéis jornadas de trabalho e baixa remuneração, passa a ter uma atuação no sentido de mudar essa situação, trabalhando para harmonizar a distribuição de bens e riquezas do País para todos, humanizando as questões trabalhistas e lutando por melhorias em todos os sentidos para a classe trabalhadora.
         Esse tipo de político, missionário ou idealista por tomar as dores do povo e querer a todo custo melhorar a vida dos mais sofridos - diante de uma sociedade formada por milhões e milhões de seres desprovidos do mínimo necessário para a sobrevivência, devia ter uma conduta a mais correta possível, não aceitando que nada de errado possa ocorrer em sua atuação ou com seu partido, uma vez que orador do bem, da labuta santificada de querer uma justa e humanizada distribuição do bolo para todos, deve pautar o conjunto de sua missão por atitudes e posturas radicalmente em comum acordo com o que se propõe a defender.
         Lamentavelmente no Brasil, uma enorme leva de políticos socialistas foi lentamente sendo tragada e influenciada pelos encantos do materialismo, adentrando em terrenos que antes condenavam e, ainda hoje condenam mantendo apenas a retórica, internalizando hábitos e mudando radicalmente suas vidas e atuações.
         A simples observação dos grandes socialistas que se aglomeraram em torno do Partido dos Trabalhadores e outros menos conhecidos, revela claramente seus gostos pelas coisas mais caras, passando por hotéis, carros, bebidas, casas, aviões, com estes socialistas vivendo nababescamente, movimentando bilhões em contas no exterior, realizando tratativas para o superfaturamento de contratos, com o Estado pagando um plus de onde, por debaixo do pano, saem comissões para abastecer o partido e os demais aliados, irrigando ainda contas bancárias pessoais e retroalimentando um esquema, certamente formatado e operado pelos mais conhecidos ícones do socialismo nacional, numa prova cabal de desvio de conduta e falta de ética.
         Desconheço, a exemplo do Papa Francisco, ações no sentido de desocupar palácios, que podem vir a ser museus, utilização de carros mais populares, corte na utilização de cartões corporativos, conduta pessoal compatível com a missão anunciada, além, principalmente, da expulsão, solicitação de prisão, de todos aqueles que tiveram desvio de conduta, jogando na lama todo um trabalho que vinha sendo construído no sentido de tornar a sociedade mais justa e fraterna.
         Numa patética e infantil defesa, os socialistas pegos em tenebrosas transações, acusam a mídia golpista e a elite branca de perseguição, enquanto as pessoas veem nitidamente o conjunto da obra, o desvirtuamento dos ideais e a implosão de ação política tão nobre, como a de defender o povo das agruras de uma existência tão problemática.
         Hoje não vejo mais necessidade de socialismo na política. E nem de isso e aquilo. O que precisamos é de pessoas sérias, honestas, corretas, que trabalhando junto aos empresários, busquem a ampliação do mercado, proporcionando emprego e renda. Quanto menos a presença do Estado, melhor.
         Esses mesmos socialistas que falam horrores do mundo capitalista, são clientes de carteirinha dos melhores resorts, viajando só de jatinhos, utilizando serviços de acompanhantes de luxo e mantendo criminosamente grande parte da população refém, através de ações políticas que visam a fidelização do voto, enquanto anos e anos passam e esses seres não alcançam ascensão econômica.
         Muito ainda pode ser escrito, mas encerro deixando essa reflexão. Acreditei muito e estava junto dos socialistas que surgiram para tornar o Brasil um lugar de boas práticas, de honradez, justiça e ação social. Hoje vivemos intensa crise econômica, revelação de uma organização criminosa formada por socialistas e capitalistas, em casamento que não faz bem ao povo, posto que diante dos acontecimentos, é ele que se prejudica com a inflação, o fim de projetos do seu interesse, quebra de suas empresas mais rentosas e, o pior, o fim de um sonho.
         Apesar de tudo, os socialistas ladrões continuam não sabendo de nada e repetindo baboseiras produzidas por marqueteiros e advogados, como se fossemos débeis e cegos brasileiros.
         Passarão...

        
·        * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

sábado, 9 de janeiro de 2016

A homenagem aos 80 anos de uma bondosa senhora

MARIA HOZANIR CAVALCANTE SOARES, DONA DE CASA E MÃE DEDICADA

Maria Lúcia Soares*

Aos 4 de janeiro de 1936 nascia Maria Hozanir Cavalcante Soares, no Sitio Bom Jesus (Município de Santana do Matos), filha de José Julião Filho e Ana Anacleta de Assunção.

Até os sete anos permaneceu no convívio dos avós maternos. Na época mudam-se para a comunidade de São Romão, hoje Fernando Pedrosa, distrito desmembrado do município de Angicos, porque seus pais foram trabalhar na usina de beneficiamento de algodão.

Aos oito anos iniciou seus estudos, mas, tinha uma grande responsabilidade, pois tomava conta da casa, quando a mãe saia para o trabalho, assim moía milho para o cuscuz, fazia o almoço, cuidava da irmã Maria Aldenora. Muito pequena, mas, entre uma tarefa e outra a menina precisava de brincar.

Vez por outra pulava algumas pedras no quintal de sua casa com Maria Aldenora nos braços, até que um dia houve um pequeno acidente, e a criança caiu dos braços da outra.

A menina ainda fazia cordinha de sisal para amarração dos sacos da fábrica para comprar o lanche na escola.

Um ano depois fora morar no Sitio   São Boa Ventura (município de São Tomé), onde viviam os avós paternos.

Lá ela viveu o resto da infância, adolescência e adorava um forrózinho. Com 14 anos a adolescente já era noiva de um grande homem, Antônio Soares da Silva, carinhosamente chamado de Tonheca pelos familiares.

Casou-se aos 15 anos, indo morar no sitio Saquinho. Aos 16 anos teve sua primeira gravidez, das 17, mas só consegui criar nove filhos.

Querida mãe, hoje você completa 80 anos de vida, e, por isso, estamos aqui, seus 9 filhos, 17 netos, 14 bisnetos, genros, noras, irmãos, primos, sobrinhos, e amigos, para celebrar esse momento tão especial.

Certamente foram muitas experiências, sendo momentos bons, ruins, surgindo cabelos brancos, pernas cansadas, face enrugada, saudades, lembranças e emoções.

Tudo isso foi resumido em uma grande experiência.

Não poderíamos deixar de registrar sua luta e determinação, para que não faltasse em nossa mesa o pão de cada dia, e para que todos tivessem a oportunidade de ir à escola e encaminhados na vida.

Você, junto ao nosso pai, nos educou, mostrando o valor da responsabilidade, da honestidade, da moral, da dignidade, e que hoje permite dormir o sono da missão cumprida.

É por tudo isso que, hoje, nossa família se reúne para parabenizá-la, e desejar, de todo coração, que permaneça entre nós, com saúde, alegrias e bem estar.

Pedimos a Deus que te proteja em todos os dias de tua longa vida e te abençoe.

*Texto lido pela filha mais velha, na noite deste sábado, por ocasião da festa do aniversário da homenageada, com a maioria da família presente, além de demais parentes e amigos.
A aniversariante é mana do falecido vereador, vice e prefeito de Cerro Corá, José Julião Neto (falecido em 1989, em Natal, capital do RN, já funcionário da extinta Companhia de Desenvolvimento Mineral do RN).
O titular do blog é um dos poucos sobrinhos ausente no encontro em Cerro Corá, por se encontrar em recuperação e tratamento de saúde, a exemplo da única irmã, Maria José Julião, que se encontra em Portugal.

O maior clássico de futebol do mundo é brasileiro

O maior clássico brasileiro, envolvendo os dois maiores clubes de futebol de Belém, capital do estado do Pará (Região Norte), em número de jogos, suplanta, em muito, os principais clássicos europeus.

O clássico Remo x Paysandu (Re-pa) totaliza 733 partidas, com 256 vitórias remistas, 229 do time bicolor e 248 empates (números de 2014). Outros clássicos nordestinos passam de 500 jogos e chegam perto de 600.

Para se ter uma idéia, o clássico paraense suplanta até mesmo um dos maiores clássicos nacional, no qual o Flamengo tem 148 vitórias, contra 135 do Vasco da  Gama, e 108 empates, em 391 partidas.

O clássico escocês, Rangers x Celtic, é o que chega mais perto, com 572 jogos. O maior clássico português, com 297 jogos, envolve os lisboetas Benfica e Sporting. O espanhol, Real Madrid x Barcelona, soma 231. E o italiano, Milan x Internazionale, totaliza 215.

O super clássico Argentino, entre Boca Júnior e River Plate, ambos de Buenos Aires, também fica longe do maior clássico da Amazonia.  Os Hermanos somam 237 disputas. (José Vanilson julião)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Regime comunista da Coréia do Norte provoca clube da bomba nuclear ao anunciar mais um teste

Diante do anúncio, pela Coréia do Norte, hoje cedo, de um quarto teste de artefato nuclear, com a fusão de átomos do gás hidrogênio, eis um histórico deste tipo de arma, assim como dos componentes do chamado clube da bomba.

Os Estados Unidos da América, Rússia, China, Reino Unido e França são os país nucleares no direito internacional, mas não estão sozinhos no clube atómico.

Índia e Paquistão produziram bombas nos anos 1970. Israel tem mas não confirma. Irã e Coreia do Norte aspiram a ter as suas. Brasil, África do Sul e Líbia desistiram pelo caminho.

A África do Sul produziu seis bombas nucleares nos anos 1980 - provavelmente com ajuda de Israel - mas desmantelou-as no início dos anos 1990, após o fim do apartheid, o regime de segregação racial local.

O Brasil foi outro país que esteve perto de produzir a bomba, durante a ditadura militar dos anos 1970. A chegada da democracia em 1985, pôs fim às suas aspirações.

A Líbia também teve um programa nuclear por volta dos anos 1980, mas desistiu em 2003.

O regime comunista norte-coreano abandonou o Tratado de Não Proliferação em 2003 e em 2006 e 2009 realizou testes que não terão sido bem sucedidos.

O Irã retomou em 2007 um programa nuclear que segundo a secreta americana deverá permitir testar uma bomba entre 2010 e 2015. Teerã rejeita as acusações.

Índia e Paquistão, irmão-inimigos do continente asiático, separados pela religião, são dois países que não assinaram o Tratado de Não-Proliferação e possuem armas nucleares.

A Índia testou o que chamou "explosivo nuclear com fins pacíficos" em 1974, mas a bomba só chegou em 1998.

Em reação, o Paquistão testou a primeira bomba no mesmo ano. Israel é outro país que se acredita ter armas nucleares mas não o confirma oficialmente.

EUA, Rússia, China, França e Reino Unido, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, são Estados nucleares reconhecidos pelo Tratado de Não-Proliferação.

Os EUA foram os primeiros a obter a bomba em 1945 (fissão nuclear) e os únicos que a usaram, nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, na II Guerra.

A Rússia fez o seu primeiro teste nuclear em 1949, quando era a principal república União Soviética.


Reino Unido e França conseguiram a bomba em 1952 e 1960. A China fez o seu primeiro teste em 1964. (Com dados do Diário de Notícias, de Portugal)