domingo, 12 de novembro de 2017

O diferencial da tecnologia japonesa e o uivo tupiniquim

Sem entrar diretamente na complexa questão da invasão de supostos trabalhadores campônios ligados ao Movimento dos Sem-Terra a uma propriedade privada, uma fazenda pertencente a uma família de japoneses, nestes dias de novembro, o que mais me chamou a atenção mesmo foram os uivos selvagens e fanáticos da turma de mascarados.
Depois o que me veio à mente foi o diferencial para a cultura nipônica e a tecnologia das fábricas do país do sol nascente. Todas multinacionais com filiais nos cinco continentes, inclusive na América do Sul, precisamente em território tupiniquim, onde se encontra uma das maiores concentração de descendentes da nação do imperador Akihito, ao lado do Peru.
Enquanto os desordeiros invadem uma fazenda produtiva, na cidade de Correntina, no oeste da Bahia, os japoneses – sem terem inventado o automóvel, a motocicleta, o televisor, a máquina fotográfica e relógio – tem as maiores e mais respeitadas marcas destas áreas industriais.
Vejamos: autos (Toyota, Honda, Daihatsu, Nissan, Suzuki, Mazda, Mitsubishi, Subaru, Isuzu, Kawasaki, Yamaha e Mitsuoka); motos (Yamaha, Kawasaki, Honda e Suzuki) e eletrônicos (Pentax, Nikon, Canon, Sony, Casio, Citizen, Fujifilm, Hitachi, NEC, Nitendo, Olympus, Panasonic, Pioneer, Ricoh, Seiko, Sharp, TDK e Toshiba.

A Fazenda Iragashi cultiva batatas, cenouras, feijão, tomate, cebola, soja, entre outros. O crime aconteceu na quinta-feira (2). Cerca de mil pessoas participaram da depredação. Parte dos invasores se concentrou na entrada da cidade para novos “protestos”. O caos só teve fim após a Polícia Militar garantir que ninguém seria preso. Para os proprietários, só resta o prejuízo absurdo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Uma homenagem póstuma para Zé Maia

Não pude ir ao velório e sepultamento do amigo José Maia, falecido esta semana, em decorrência de seqüelas de acidente vascular cerebral, o AVC.
Como testemunha ocular do empenho dele pelo esporte amador, principal o futebol, a partir de meados dos anos 90, com total apoio do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Natal, o torcedor do Fluminense e abecedista Edmilson Lima.
Zé, torcedor americano e botafoguense, foi o principal articulador para o aproveitamento de uma área, entre os conjuntos Pirangi e Jiqui, na Zona Sul da capital potiguar, transformada em um pequeno estádio de futebol, dotado de vestiários, gramado e iluminação.
O equipamento esportivo passou a ser local de encontro de futebolistas amadores e antigos jogadores aposentados. Em homenagem transcrevo reportagem do Diário de Natal sobre uma audiência pública no Poder Legislativo municipal, publicada na edição de 30 de março de 2010.

“A destinação do campo foi tema de audiência pública desta quarta-feira (3), por iniciativa do vereador Júlio Protásio (PSB). A área não possui regulamentação, servindo para a prática de esporte na comunidade e as atividades de um centro comercial.
O ministério público impetrou uma ação questionando o uso da área pública em benefício de particulares. Segundo o presidente do Centro Esportivo do Jiqui, José Maia, não houve sequer uma visita do órgão ao local.
“O Centro serve a comunidade não só do Jiqui, mas a toda Natal. Não temos como manter o campo sem a verba já que a Prefeitura não tem gastos com o esporte na comunidade”, pontua.
Outro questionamento do Ministério Público seria sobre a cobrança de taxas à comunidade que estaria limitando a participação da comunidade mais carente. “Se chegar alguém alegando que não tem como pagar a taxa, que serve unicamente para a manutenção do campo, não deixa de jogar. Cuidamos do campo, sem deixar falta a estrutura necessária para o esporte na comunidade. Essa é uma função social que não pode acabar no bairro”, declara José Maia.
O representante dos comerciantes, Glênio Chagas Queiroz, lembrou o papel social do centro ao evitar que o bairro abrigasse uma favela no local. “O que existia antes era um abandono total e uma invasão de posseiros que poderia causar um impacto negativo na comunidade do Jiqui com problemas inerentes a esse tipo de ocupação”, justifica.
Segundo ele, o objetivo maior da construção do centro é a valorização do esporte. “O Jiqui sempre foi destaque na prática esportiva, craques renomados passaram por este centro. Com muito sacrifício levantamos aquela área construída. Comerciantes dedicaram toda uma vida ao comércio, pagam IPTU, possuem alvará e não acho justo chegar ao ponto de acabar uma área importante para a comunidade”, alega.
Segundo o secretário adjunto da secretaria municipal de Esporte e Lazer, Robson Coelho, não é intenção requerer a área, mas de regularizar junto ao Ministério Público a situação. “Temos em Natal 19 campos e 19 quadras. É inegável que a Prefeitura não tem como arcar com a manutenção de todas essas instalações. A minha sugestão é que seja feita uma minuta de cessão de usos para que os centros esportivos não só de Jiqui, mas também de todos os outros bairros que enfrentam ação semelhante, possam continuar a prática do esporte. O Ministério Público achou excelente a idéia, desde que uma série de critérios de funcionamento sejam fixadas”.
As regras deveriam cumprir com algumas diretrizes, como abrir gratuitamente em determinados dias da semana para a comunidade. O vereador Júlio Protásio, acredita que deve haver uma reunião entre o Ministério Público, comerciantes, comunidade para que haja um acordo para solucionar o impasse. Para o uso do centro comercial, vamos viabilizar uma minuta de lei autorizando a área pública para o uso comercial. “Vamos lutar em prol da regularização da área, garantindo a prática do esporte na comunidade do Jiqui”, ressalta.

O vereador Chagas Catarino apresentou sensibilidade à causa, como apreciador e esportista de futebol. Os vereadores Hermano Morais (PMDB) e Júlia Arruda (PSB) justificaram ausência. O Ministério Público justificou sua ausência na audiência, tendo em vista outros compromissos."

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O jogo político local dos sem carisma e sem voto

Salvo alguma novidade de última hora o governador Robinson Mesquita de Faria (PSB), como é o ocupante da “giroflex”, é candidato natural a reeleição. Quanto aos outros pretendentes ao governo estadual, afirmo, sem medo de errar, que nenhum é líder carismático ou tem cabedal eleitoral para tanto.

Dessa turma apenas quem tem voto cativo é a senadora paraibana com domicílio eleitoral no Rio Grande do Norte, a professora secundária Maria de Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores. Mesmo assim dos filiados e fanáticos simpatizantes do PT.

Enquanto o governador não arreda pé de candidatar-se para o segundo mandato ao Poder Executivo, comenta-se que o futuro político do vice-governador, Fábio Berckman Dantas, passa por três vias: continuar como escudeiro mor, alcançar uma vaga no Poder Legislativo (deputado federal) ou concorrer pela majoritária, rumo ao Senado, contra os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (Democratas).

Neste caso ele pode surpreender e deixar a deputada federal Zenaide Maia (PR) a ver navios, apesar de ser a primeira a ventilar o nome para uma das duas cadeiras em disputa para a senatoria, já que Maria Bezerra ainda tem a metade do mandato de oito anos pela frente, e não tem nada a perder no atual quadro.

Assim sendo, Dantas deixará o governador a vontade para negociar a composição da chapa com outra sigla e ainda continuaria com total apoio do Partido Comunista do Brasil, um dos espectros vermelho radical, ou quase, da esquerda nacional.


E com base mantida em um dos dois principais colégios eleitorais do Agreste, o município de São José do Mipibu, nau capitaneada pelo pai do vice, o prefeito Arlindo Dantas.

sábado, 14 de outubro de 2017

Conheça um pouco do mais novo bairro de Parnamirim

Muitos ainda não sabem. Exceto os moradores ou residentes temporários, poucos estão cientes. Mas ele existe. É o mais novo bairro do município de Parnamirim (região metropolitana). Trata-se do bairro “Encanto Verde”, criado pela lei ordinária 1.786, de 14 de junho do ano passado, a partir de projeto do vereador Valério Felipe Santiago, e sancionado ainda na gestão do ex-prefeito Maurício Marques dos Santos.

O bairro fica na divisa com as vizinhas Macaíba e Natal. “Nasceu”, praticamente, de dois embriões. Primeiro em 2000. Com a construção do conjunto residencial “Parque Zona Sul” (Coophab), abrangendo uma área com 209 lotes, 21 ruas e sete condomínios. Em 2015 a empresa Estratégia Empreendimentos Imobiliários investe e vende 872 lotes, com 18 ruas, com nomes de bairros de São Paulo, a maior metrópole nacional.

A populosa comunidade tem como padroeira Nossa Senhora de Guadalupe, sendo a primeira diaconia do Rio Grande do Norte, cuja capela foi erguida na administração do diácono Francisco Júnior Feitosa. Atualmente tem como administrador o padre José Moreira de Lima, da paróquia Beato Ambrósio Francisco Ferro, do bairro Planalto.

Nossa Senhora de Guadalupe é padroeira da América Latina, cuja aparição é comemorada em 12 de dezembro. A missa dominical é realizada ás 16 horas, o terço dos homens na terça (19h30) e o louvor e adoração na quinta, no mesmo horário.


Atualmente o Conselho Comunitário é presidido por Vanise Azevedo C. Carrilho, tendo como vice Vilma Ramos Freire. A nova diretoria foi eleita em julho para a gestão que se prolonga até 2020. O novo grupo tem obtido apoio do prefeito Rosano Taveira na solicitação de benfeitorias em diversas áreas, como calçamento de ruas.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Prefeito cassado de Galinhos tenta reverter quadro difícil

No dia de ontem os advogados do prefeito afastado do município de Galinhos (litoral norte), Fábio Rodrigues, entraram com embargos declaratórios na Ação de Investigação Eleitoral, movida pelo ex-candidato José Morais Pereira e pela coligação “Um Por Todos e Todos por Um”, para que sejam esclarecidos pontos da sentença da juíza Cristiany Maria de Vasconcelos Batista, em 21 de setembro, que cassou o mandato dele e do vice Afrânio Reis Cavalcante.

Na mencionada sentença foi atribuído ao prefeito cassado e ao seu vice a conduta de fazerem 186 nomeações para cargos comissionados entre maio a junho de 2016, aí inseridas também nomeações de parentes de vereadores e captação ilícita do sufrágio.

Apesar dos prazos eleitorais serem curtos e da celeridade da Justiça Eleitoral, a demora de 20 dias entre a sentença e a peça de defesa apresentada pelos defensores do prefeito, foi, principalmente, devido à mudança do Cartório Eleitoral de Galinhos, que antes estava localizado no município de Macau e que, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi transferido para o Cartório Eleitoral do município de São Bento do Norte.

O Cartório Eleitoral, por sua vez, recebeu a peça de defesa e encaminhou o processo de imediato para parecer do representante do Ministério Público Eleitoral, que deverá, até a próxima semana, devolver o processo e emitir o seu parecer, quando, em seguida, o juiz eleitoral da Comarca de São Bento do Norte, Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, se pronunciará sobre a defesa.

A expectativa é que a sentença que cassou o mandato do prefeito Fábio Rodrigues e do vice Afrânio Reis seja remetida para julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no máximo, até o final deste mês.

Tribunal Regional Eleitoral
O julgamento deste processo se realizará de imediato, isto é, em pouquíssimos dias, pois a pauta de julgamento deste Tribunal Eleitoral se encontra zerada.

Significa que, em novembro, os Rodrigues e Cavalcante, provavelmente, não estarão mais ocupando os cargos, caso o TRE mantenha a sentença que condenou ambos por cometer irregularidades e ilegalidades nas eleições do ano passado.

O presidente da Câmara de Galinhos, Francinaldo Silva Cruz, assumirá a Prefeitura até a realização de novas eleições,quando a população deverá escolher, pelo voto, o novo prefeito e vice-prefeito da cidade.

Mais processo
A situação política e eleitoral do prefeito Fábio Rodrigues é bastante complicada, pois o mesmo também responde outro processo movido pelo ex-prefeito Ricardo Araújo, o candidato José Morais Pereira e pela Coligação, que se encontra em andamento na Justiça Eleitoral em segredo de justiça, por ser, conforme se comenta, as acusações de prática de irregularidades e ilegalidades relevantes e de alta gravidade, praticadas pelo atual prefeito.


A previsão é que a sentença neste processo venha a ser prolatada até novembro deste ano.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Micro empresa e firma individual são os vagonetes da locomotiva

Produtos alimentícios manufaturados, de origem animal ou vegetal, são a locomotiva que puxa o trem ou comboio da iniciativa privada norte-rio-grandense.

Principalmente dos micro-empresários individuais, sendo esta uma das alternativas para o enfrentamento ao desemprego e a falta de trabalho.

Basta verificar as gôndolas e prateleiras dos grandes supermercados, lojas de conveniências, mercearias, padarias e pequenos estabelecimentos comerciais espalhados nos bairros mais afastados do centro.

As ofertas de comidas populares e regionais fazem parte da mistura que pode ser posta na mesma da classe média baixa ou dos mais pobres, no cotidiano do café da manhã ou no jantar, costumeiramente a última refeição do dia.

Numa panificadora e conveniência da Avenida São Miguel dos Caribes, no Conjunto Jiqui, no bairro de Neópolis (Zona Sul), pode-se comprar o pastelzinho de carne, com dados de fabricação (data limite de consumo e ingredientes).

A goma de mandioca, para a feitura caseira da tapioca, vem do Sítio de Dentro, zona rural do município de Lagoa Nova, na Região do Seridó, no interior do Rio Grande do Norte.

A tapioca (dos tipos molhada ou seca) e o grude, da comunidade ‘Vale do Sol’, periferia da cidade de Parnamirim, na região metropolitana da capital potiguar ou Grande Natal.

O Cuscuz de milho vem do bairro de Felipe Camarão, precisamente da Zona Oeste, uma das quatro divisões administrativas de Natal.

A manteiga do sertão seridoense. E o queijo artesanal (De coalho ou manteiga). E o soro para fazer a coalhada ou a mesma prontinha. Para consumo rápido. De Caicó.

Em um mercadinho da mesma avenida, o ‘Sabor do Sertão’, também se nota a variedade de produtos de origem sertaneja, principais coadjuvantes das marcas mais famosas e produtos industrializados das regiões mais ricas ou estados mais fortes na economia.

Ainda no mesmo logradouro, somente para mais um exemplo, o Centro Comercial do Conjunto Jiqui, localizado na central Avenida das Lagoas, há diversas lojas e mercadinhos.

O acesso principal é pelo túnel da rodovia federal da BR-101 (Neópolis), próximo ao atacado do Makro, de quem vem do centro da cidade.

Outro local com diversas lojas é o centro comercial do campo de futebol do Jiqui, na mesma avenida. Na Avenida São Miguel dos Caribes o natalense ainda pode encomendar o alto-falante ou caixa de som para seu carro, comércio ou igreja.


Sede do América é tema de tese de pós-graduação

Pouca gente sabe que a sede da Rua Rodrigues Alves, no bairro do Tirol (Zona Sul), consta fotografia da mesma na enciclopédia Delta Larousse, assim como foi alvo de tese de mestrado ou pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte pelo artista plástico Isaías da Silva Ribeiro, morador da Rua Açuí, Conjunto Boa Vista - Bairro Nordeste (Zona Oeste). O título da obra acadêmica: “América Futebol Clube (Natal/RN) – Existe uma integração das artes?”

Isaías Ribeiro faz um diagnóstico da arquitetura moderna na cidade, citando diversos prédios ou edificações, entre elas a sede social americana, tendo incluso reportagem do jornalista esportivo Everaldo Lopes, com passagens pelo DIÁRIO DE NATAL e TRIBUNA DO NORTE.

Eis o texto: - O bairro do Tirol teve duas fases: antes e depois da majestosa sede do América na Avenida Rodrigues Alves. Até o final dos anos 50 havia a pequena sede social localizada no mesmo terreno, porém com a frente para a Rua Maxaranguape.

As festas na “Babilônia” praticamente fechavam as ruas próximas ao clube e, no Carnaval, virava um pandemônio. As grandes noitadas de Momo reuniam cinco mil pessoas, que ninguém sabe como cabiam ali dentro.
A partir daí, o bairro virou zona nobre da cidade, o preço [dos imóveis] foi para as alturas. Diziam até, que ser presidente do América seu prestígio só ficava abaixo do governador e do prefeito.

HISTÓRICO
O terreno da nova sede foi adquirido em 1929 junto ao Estado, pelo presidente do clube, José Gomes da Costa (auxiliado por Orestes Silva, tenente Júlio Perouse Pontes, Clóvis Fernandes Barros e Osmar Lopes Cardoso, parente de Everaldo), com recursos próprios.

A área foi então doada ao América, abrangendo todo o quarteirão onde hoje está plantado o seu maior patrimônio, a imponente sede foi inauguração no dia 14 de julho de 1966. Com painel, no salão principal, pintado pelo norte-rio-grandense Newton Navarro.

O projeto de arquitetura data do ano de 1959, de autoria do arquiteto Delfim Fernandes Amorim (1917, Póvoa do Varzim, no Porto, Portugal), professor do curso de arquitetura da Escola de Belas Artes de Recife.
Em 1947 terminou o curso de arquitetura na escola de Belas Artes da cidade do Porto. Teve importante atuação na produção arquitetônica de Portugal e foi professor assistente na cadeira de Grandes Composições na mesma escola que se formou, durante os anos de 1950 e 1951.

Chegou ao Brasil no final do ano de 1951, fixando-se no Recife, onde residiam familiares e amigos. Faleceu em 1972, na capital pernambucana.